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terça-feira, 11 de junho de 2013

Jovens vão às ruas e nos mostram que desaprendemos a sonhar

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Por Andre Borges Lopes
AOS QUE AINDA SABEM SONHAR
"O fundamental não é lutar pelo direito de fumar maconha em paz na sala da sua casa. O fundamental não é o direito de andar vestida como uma vadia sem ser agredida por machos boçais que acham que têm esse direito porque você está "disponível". O fundamental não é garantir a opção de um aborto assistido para as mulheres que foram vítimas de estupro ou que correm risco de vida. O fundamental não é impedir que a internação compulsória de usuários de drogas se transforme em ferramenta de uma política de higienismo social e eliminação estética do que enfeia a cidade. O fundamental não é lutar contra a venda da pena de morte e da redução da maioridade penal como soluções finais para a violência. O fundamental não é esculachar os torturadores impunes da ditadura. O fundamental não é garantir aos indígenas remanescentes o direito à demarcação das suas reservas de terras. O fundamental não é o aumento de 20 centavos num transporte público que fica a cada dia mais lotado e precário.
O fundamental é que estamos vivendo uma brutal ofensiva do pensamento conservador, que coloca em risco muitas décadas de conquistas civilizatórias da sociedade brasileira.
O fundamental é que sob o manto protetor do "crescimento com redução das desigualdades" fermenta um modelo social que reproduz – agora em escala socialmente ampliada – o que há de pior na sociedade de consumo, individualista ao extremo, competitiva, ostentatória e sem nenhum espaço para a solidariedade.
O fundamental é que a modesta redução da nossa brutal desigualdade social ainda não veio acompanhada por uma esperada redução da violência e da criminalidade, muito pelo contrário. E não há projeto nacional de combate à violência que fuja do discurso meramente repressivo ou da elegia à truculência policial.
O fundamental é que a democratização do acesso ao ensino básico e à universidade por vezes deixam de ser um instrumento de iluminação e arejamento dos indivíduos e da própria sociedade, e são reduzidos a uma promessa de escada para a ascensão social via títulos e diplomas, ao som de sertanejo universitário.
O fundamental é que os políticos e grandes partidos antigamente ditos "libertários" e "de esquerda" hoje abriram mão de disputar ideologicamente os corações e mentes dos jovens e dos novos "incluídos sociais" e se contentam em garantir a fidelidade dos seus votos nas urnas, a cada dois anos.
O fundamental é que os políticos e grandes partidos antigamente ditos "sociais-democratas" já não tem nada a oferecer à juventude além de um neo-udenismo moralista que flerta desavergonhadamente com o autoritarismo e o fascismo mais desbragados.
O fundamental é que a promessa da militância verde e ecológica vai aos poucos rendendo-se aos balcões de negócio da velha política partidária ou ao marketing politicamente correto das grandes corporações.
O fundamental é que os sindicatos, movimentos populares e organizações estudantis estão entregues a um processo de burocratização, aparelhamento e defesa de interesses paroquiais que os torna refratários a uma participação dinâmica, entusiasmada e libertária.
O fundamental é que temos em São Paulo um governo estadual que é francamente conservador e repressivo, ao lado de um governo federal que é supostamente "progressista de coalizão". Mas entre a causa da liberação da maconha e defesa da internação compulsória, ambos escolhem a internação. Entre as prostitutas e a hipocrisia, ambos ficam com a hipocrisia. Entre os índios e os agronegócio, ambos aliam-se aos ruralistas. Entre a velha imprensa embolorada e a efervescência libertária da Internet, ambos namoram com a velha mídia. Entre o estado laico e os votos da bancada evangélica, ambos contemporizam com o Malafaia. Entre Jean Willys e Feliciano, ambos ficam em cima do muro, calculando quem pode lhes render mais votos.
O fundamental é que o temor covarde em expor à luz os crimes e julgar os aqueles agentes de estado que torturaram e mataram durante da ditadura acabou conferindo legitimidade a auto-anistia imposta pelos militares, muitos dos quais hoje se orgulham publicamente dos seus crimes bárbaros – o que nos leva a crer que voltarão a cometê-los se lhes for dada nova oportunidade.
O fundamental é que vivemos numa sociedade que (para usar dois termos anacrônicos) vai ficando cada vez mais bunda-mole e careta. Assustadoramente careta na política, nos costumes e nas liberdades individuais se comparada com os sonhos libertários dos anos 1960, ou mesmo com as esperanças democráticas dos anos 1980. Vivemos uma grande ofensiva do coxismo: conservador nas ideias, conformado no dia-a-dia, revoltadinho no trânsito engarrafado e no teclado do Facebook.
O fundamental é que nenhum grupo político no poder ou fora dele tem hoje qualquer nível mínimo de interlocução com uma parte enorme da molecada – seja nas universidades ou nas periferias – que não se conforma com a falta de perspectivas minimamente interessantes dentro dessa sociedade cada vez mais bundona, careta e medíocre.
Os mesmos indignados que se esgoelam no mundo virtual clamando que a juventude e os estudantes "se levantem" contra o governo e a inação da sociedade, são os primeiros a pedir que a tropa de choque baixe a borracha nos "vagabundos" quando eles fecham a 23 de Maio e atrapalham o deslocamento dos seus SUVs rumo à happy-hour nos Jardins.
Acuados, os políticos "de esquerda" se horrorizam com as cenas de sacos de lixo pegando fogo no meio da rua e se apressam a condenar na TV os atos de "vandalismo", pois morrem de medo que essas fogueiras causem pavor em uma classe média cada vez mais conservadora e isso possa lhes custar preciosos votos na próxima eleição.
Enquanto isso a molecada, no seu saudável inconformismo, vai para as ruas defender – FUNDAMENTALMENTE – o seu direito de sonhar com um mundo diferente. Um mundo onde o ensino, os trens e os ônibus sejam de qualidade e gratuitos para quem deles precisa. Onde os cidadãos tenham autonomia de decidir sobre o que devem e o que não devem fumar ou beber. Onde os índios possam nos mostrar que existem outros modos de vida possíveis nesse planeta, fora da lógica do agribusiness e das safras recordes. Onde crenças e religião sejam assunto de foro íntimo, e não políticas de Estado. Onde cada um possa decidir livremente com quem prefere trepar, casar e compartilhar (ou não) a criação dos filhos. Onde o conceito de Democracia não se resuma à obrigação de digitar meia dúzia de números nas urnas eletrônicas a cada dois anos.
Sempre vai haver quem prefira como modelo de estudante exemplar aquele sujeito valoroso que trabalha na firma das 8 da manhã às 6 da tarde, pega sem reclamar o metrô lotado, encara mais quatro horas de aulas meia-boca numa sala cheia de alunos sonolentos em busca de um canudo de papel, volta para casa dos pais tarde da noite para jantar, dormir e sonhar com um cargo de gerente e um apartamento com varanda gourmet.
Não é meu caso. Não tenho nem sombra de dúvida de que prefiro esses inconformados que atrapalham o trânsito e jogam pedra na polícia. Ainda que eles nos pareçam filhinhos-de-papai, ingênuos em seus sonhos, utópicos em suas propostas, politicamente manobráveis em suas reivindicações, irresponsavelmente seduzidos pelos provocadores de sempre.
Desde a Antiguidade, esses jovens ingênuos e irresponsáveis são o sal da terra, a luz do sol que impede que a humanidade apodreça no bolor da mediocridade, na inércia do conformismo, na falta de sentido do consumismo ostentatório, nas milenares pilantragens travestidas de iluminação espiritual.
Esses moleques que tomam as ruas e dão a cara para bater incomodam porque quebram vidros, depredam ônibus e paralisam o trânsito. Mas incomodam muito mais porque nos obrigam a olhar para dentro das nossas próprias vidas e, nessa hora, descobrimos que desaprendemos a sonhar."
 Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/jovens-vao-as-ruas-e-nos-mostram-que-desaprendemos-a-sonhar acessado em 11/06/2013

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Protesto contra os 8% de aumento

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Uma das minhas maiores realizações este mês foi o protesto contra os 8% de aumento, no qual eu ajudei a organizar. Como a maioria sabe, no início do ano a nossa querida e prezada universidade aumentou as mensalidades em 10,5%. Porém, junto a isto, não houve melhoras na infraestrutura, quadro de professores e, principalmente, na qualidade de ensino desta instituição que se diz entre as 10 melhores do Brasil. Onde?
Umas das melhores do Brasil, fecha as licenciaturas? E não somente elas, cursos, como Comunicação Social, Relações Públicas e Design. Mas quer abrir MEDICINA. Agora pergunto, o que é mais importante para esta universidade COMUNITÁRIA, e para a comunidade nela inserida, MÉDICOS OU PROFESSORES? 
Pois bem, foi em cima destes e de outros argumentos que resolvemos protestar, porque onde já se viu, aumentar quase 20% um produto em menos de um ano e meio. E sim, produto, já que para o nosso prezado reitor, alunos não passam de meros clientes, onde a mercadoria em questão é o ensino. Mas desde quando se compra conhecimento? Desde quando o ensino pode ser vendido e ser mercantilizado para que os outros possam lucrar em cima de alunos que pagam mais de 1000 reais por mês para poder ter acesso ao conhecimento?
Bem, é isso que quero deixar por hoje.
Aqui segue o álbum com as fotos: 

Beijos.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A Educação Precisa de Respostas 1

Um comentário:
 Oi, hoje venho falar a vocês sobre a Campanha Institucional da RBS (Filiada da Rede Globo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina) "A Educação Precisa de Respostas", para quem não está por dentro, ou simplesmente não se lembra do vídeo, ele está aqui:
 Bem, primeiramente quero dizer que quando eu assisti, demorei um tempo para cair a ficha que isso era da RBS, sim, a mesma emissora que sempre baixa o cacete para os professores quando fazem greve, que apoiou o governo Yeda no sucateamento da educação estadual gaúcha. E agora diz que a educação precisa de respostas? Bem aqui vão algumas respostas. 
  • Por onde poderemos começar, governo, universidade... Universidade: Como a maioria sabe, eu estudo Física na Unijuí (Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul), uma universidade na teoria comunitária, como a grande maioria das universidades privadas do Rio Grande do Sul, não sabe o que é universidade Comunitária? Segue abaixo um conceito, se você sabe, pode passar adiante, irei salientar algumas partes.
      • A expressão "universidades comunitárias" tem sido bastante usada para designar um conjunto de instituições de ensino superior que não são nem públicas, no sentido restrito de estatais (federais, estaduais ou municipais), nem privadas, no sentido restrito de entidades empresariais que visam lucro. Neste sentido estariam abrigadas sob a designação de comunitárias uma série de universidades privadas sem fins lucrativos, sejam elas laicas ou confessionais. No caso das universidades comunitárias e regionais do Rio Grande do Sul, que além de pertencerem à Abruc, articulam-se entre si através do Comung (Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas, constituído como pessoa jurídica no ano de 1995, congrega atualmente 8 universidades e 2 centros universitários), a construção da identidade se dá pela distinção em relação tanto às universidades particulares com fins lucrativos (ou empresariais) como em relação às universidades confessionais. Ao apresentarem-se como "universidades verdadeiramente comunitárias", as universidades comunitárias gaúchas assumem um caráter mais restritivo para o conceito de instituição comunitária de modo a poder distinguir-se com clareza das universidades confessionais. Segundo documento do Comung (Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas, constituído como pessoa jurídica no ano de 1995, congrega atualmente 8 universidades e 2 centros universitários), as universidades caracterizam-se como comunitárias por sua "origem na vontade e no esforço da comunidade, da articulação e comprometimento com a comunidade regional, da sua inserção na história do povo da região, da sua gestão democrática e transparente, da sua autogestão pela comunidade acadêmica com a participação institucionalizada do poder público e de entidades representativas da sociedade civil nos órgãos colegiados e pela sua política de extensão universitária à comunidade" (COMUNG, 1994, p. 5).
        Na perspectiva assumida no presente trabalho, o que distingue a universidade comunitária das universidades particulares é:
        - a inexistência de fins lucrativos, 
        - a transparência administrativo-financeira, 
        - o controle público das atividades da instituição, 
        - a democracia interna, 
        - a prestação de contas à sociedade e ao poder público, 
        - a ênfase no desenvolvimento da comunidade e da região. 
  • Com os devidos pontos salientados, venho dizer a vocês o que acontece com as universidades comunitárias, a grande maioria delas, estão com imensas dívidas impagáveis com os bancos, salários dos professores estão sendo retidos 20%, ano que vem vou ao 5º semestre e a mensalidade já aumentou 20,42%, sem o repasse da universidade ao DCE, falta de professores, infra-estrutura defasada,  brigas internas, cursos estão sendo fechados a torto e a direito, principalmente as licenciaturas pois não dão lucro, mas "péra" uma universidade comunitária não possui fins lucrativos, visa o desenvolvimento da comunidade e da região, como é que fecha cursos de licenciatura, e não me refiro a um, são física, letras português, filosofia, sociologia, artes visuais, história, geografia, química, para poder abrir odontologia, medicina e engenharia química. Onde este conceito foi parar? A ideia da universidade é que se amplie o núcleo específico das licenciaturas e as especifidades sejam perdidas, e os professores estão encarregados dos projetos, só que neste meio tempo se perde a grande maioria dos professores, mestres e doutores, sem contar que a educação dos alunos é prejudicada com a falta de professores específicos. E com a falta deles, qual é a qualidade dos professores que irão se formar? Como é que é pra se sentirem valorizados, se nem as próprias universidades investem nesses alunos? E quando saem das faculdades, vão receber um salário base de 1200 reais, quem que iria pagar um faculdade para receber isto? Sim, somente os loucos que prezam pela qualidade de ensino do nosso país. A educação neste país só irá melhorar, quando houver uma reforma educacional, uma reforma, onde os currículos escolares sejam feitos pelo povo, onde não seja uma educação de elite feita para o povo, onde seja uma educação popular, onde seja realizadas práticas interdisciplinares, onde o aluno possa permanecer em tempo integral na escola, onde ele possa melhorar a sua própria escola. O currículo das escolas tem que mudar, o currículo necessita dialogar com o povo, dialogar com a sociedade, e de preferência com os movimentos sociais. As teorias de aprendizagem tem que ser resgatadas, os professores não podem passar tudo de uma vez pensando que o aluno irá aprender, o aluno tem que ser sujeito de seu próprio conhecimento, é ele que irá construir o seu conhecimento,  com base em um conhecimento prévio, não o professor, o professor é somente o mediador entre o conhecimento e o aluno. Com isso termino o texto de hoje.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Atualização

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Quanto tempo hein gente.
O que posso dizer, comecei a trabalhar como Técnica de Urna no Cartório Eleitoral, isto sim, mas como era temporário, adeus, então isso vai ao segundo ponto. ESTOU DESEMPREGADA. Quem quiser me contratar é só escrever nos comentários :D
O que eu tenho feito nesse meio tempo, bem, MUITA coisa, lendo, resolvendo exercícios e estudando.
Ontem, havia prova de Fenômenos de Transporte e eu necessitava ir muito bem. E em Física III estamos fazendo um Gerador de Van der Graaff, com o CA de Engenharia Mecânica estamos criando um estatuto, e com o Levante, estamos organizando um protesto contra o fechamento dos cursos.
E sim, estou lendo, bem a maioria é coisa da faculdade, mas vale a pena, aí vão
Estou lendo Educação Popular (Roteiros e textos de apoio) do CEPIS - Centro de Educação Popular do Instituto Sedes Sapientiae, A Escola-Comuna de Moisey M. Pistrak, As Crônicas de Gelo e Fogo - A Guerra dos Tronos do George R.R. Martin, Liberte meu Coração da Meg Cabot e o Plano Curricular Nacional.
De seriados estou assistindo atualmente Pretty Little Liars, The Big Bang Theory, The Vampire Diaries, Game of Thrones e Grimm.
E isto é só para não dizer que eu abandonei o blog e tal, mas prometo retornar a escrever.
Beijos

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Canção da Terra

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Vim compartilhar hoje a música que mais tem me emocionado nesses últimos meses:


Espero que curtam. Beijos

Levante-se

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Oi, hoje eu vim falar para vocês sobre algo que mudou, em termos, a minha vida, o

LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE

O Levante Popular da Juventude é uma organização de jovens militantes voltada para a luta de massas em busca da transformação da sociedade. SOMOS A JUVENTUDE DO PROJETO POPULAR, e nos propomos a ser o fermento na massa jovem brasileira. Somos um grupo de jovens que não baixam a cabeça para as injustiças e desigualdades.

A nossa proposta é organizar a juventude onde quer que ela esteja. Deste modo, nos organizamos a partir de três campos de atuação: 1) no meio estudantil secundarista e universitário; 2) nas periferias dos centros urbanos e 3) nos setores camponeses. Nesta última frente de atuação também articulamos a juventude dos movimentos sociais, em especial da Via Campesina. Portanto, o Levante é composto hoje por jovens exclusivamente do movimento, bem como jovens que constroem outros movimentos sociais que acreditam no projeto popular.
Nosso principal objetivo é multiplicar grupos de jovens em diferentes territórios e setores sociais, fazendo experiências de organização, agitação e mobilização. Também queremos ir em busca de força motriz da Revolução Brasileira, ou seja, ter inserção social em diferentes categorias do povo que possam vir a levantar-se no novo período, que virá, de ascenso das lutas.
Enxergamos um mundo dividido entre aqueles que exploram e oprimem e aqueles que trabalham e que têm o fruto de seu trabalho roubado. Esse é o sistema capitalista-patriarcal-racista, que cria uma relação de dominação entre culturas e povos, destrói o meio ambiente, oprime e explora as mulheres, assassina a juventude negra, silencia gays e lésbicas e tolhe, cotidianamente, todos os nossos sonhos.
Entendemos que só com o povo unido, metendo a mão junto, é possível construir o novo mundo que sonhamos. Para isso é preciso apresentar um projeto de nação diferente, que derrube o projeto das classes dominantes onde uma pequena parte da população explora e domina a maior parte.
A construção do Projeto Popular para o Brasil nada mais é do que a conquista das reivindicações históricas que sempre nos foram negadas pelos poderosos de nosso país, como educação, saúde, transporte, cultura, esporte e lazer que sejam realmente públicos e de qualidade bem como o trabalho decente que possa dar ao jovem a oportunidade de ter uma vida digna. A solução de tais problemas, que atingem a grande maioria da população, só virá a partir da reorganização radical da nossa sociedade, ou seja, devemos fazer uma revolução.
Nosso movimento se baseia num tripé:

1. Organização (acúmulo de forças);
2. Formação (práxis* transformadora);
3. Lutas (atacar o sistema).
*Práxis = teoria + prática
O Levante organiza a juventude para fazer denúncias à sociedade por meio de ações de Agitação e Propaganda (agitprop), ou seja, várias técnicas de comunicação e expressão da juventude com o povo, como músicas, grafismo (graffite), dança, teatro, fanzines, faixas, adesivos, murais, gritos de luta, etc.
O conceito clássico de movimento social se relaciona à existência de uma ou mais bandeiras de luta que unifiquem os sujeitos envolvidos, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), por exemplo, lutam pela reforma agrária popular, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) lutam contra a forma injusta de construção das hidrelétricas, etc., ou seja, faz parte do grupo quem se identifica com sua pauta reivindicatória e se engaja por essas conquistas. O diferencial do Levante é que não elegemos bandeiras prioritárias, mas nos colocamos ao lado das mobilizações que reivindicam melhores condições de vida para a juventude brasileira. Num contexto onde falta quase tudo na vida cotidiana do jovem, nosso método é mostrar que sem a organização coletiva e luta nenhuma conquista verdadeira é possível.

A perspectiva que o Levante oferece é a possibilidade de estar organizado/a coletivamente para viver e para lutar. Fora da organização as ações isoladas de um indivíduo, por mais justas que sejam, não tem sucesso. Portanto, o que o Levante possibilita às pessoas é o reconhecimento da sua condição de sujeitos e a construção de possibilidades para que estes recuperem a sua capacidade de intervenção política.
Entre em contato com o Levante nos estados para começar o trabalho na sua cidade. O importante é estarmos sempre em movimento, organizando a juventude do povo brasileiro, acumulando forças para a construção do Projeto Popular.
“SE ELES NÃO NOS DEIXAM SONHAR,
NÃO OS DEIXAREMOS DORMIR.”

SOMOS O LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE




Maiores informações, comente, ou pergunte aqui:
http://www.facebook.com/levanteijui


Beijos