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sábado, 24 de agosto de 2013

Texto achado no fundo do meu armário:

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"Garota, eu ainda me lembro de tudo o que aconteceu,e vejo você aí na sarjeta,
lembro de como era a tua vida antes de tudo virar breu,
e agora tu chuta outra lata de cerveja.
Não adianta chorar, esconder teus temores,
seus sonhos foram destruídos, não os horrores.
Vá lá enfrenta-os, eles não podem te dominar,
eles não podem toda a tua vida ditar.
Limpe teu rosto e seque as lágrimas,
rasgue o resto da tua meia-calça,
limpe o teu coturno com água
e respire de encher a alma.
Não importa quantas vezes, faça tudo novamente.
Quer vingança e você terá,
só basta acreditar.
E não se esqueça, sempre tente."

terça-feira, 11 de junho de 2013

Quando digo quem eu sou, as pessoas me olham.

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              Quando digo quem eu sou, as pessoas me olham.
             Quando digo quem eu sou, muitas pessoas me olham estranho, como se eu fosse um tipo suave de aberração. Quando digo que sou feminista, muitas pessoas me olham como se eu pregasse que o machismo inverso, não, só luto por direitos iguais. Quando digo que sou a favor do casamento LGBT, as pessoas me olham como se eu quisesse destruir a família delas, não, só quero que meus filhos possam se casar com quem eles amam, independente de suas orientações sexuais. Quando digo que sou de movimentos sociais, as pessoas me olham como se eu quisesse saquear e tirar tudo o que elas conquistaram, não, só quero que as pessoas possam ter as três refeições diárias e uma noção de política.

             Quando digo que sou estudante de física, as pessoas me olham como se eu fosse um tipo mais forte de aberração, não, só quero entender como o universo funciona. Quando digo que curso licenciatura, as pessoas me olham como se eu quisesse ser pobre, não, só quero lutar por uma educação mais digna neste país e tentar fazer a diferença como educadora. Quando digo que sou ateia, as pessoas me olham como se eu fosse queimar a primeira igreja que visse pela frente, não, só não acredito no teu deus.
           Quando digo que gosto de rock, as pessoas me olham como se eu fosse uma completa drogada sem rumo, não, só gosto das músicas e elas fazem muito mais sentido que tchetchereretchetche. Quando digo que gosto de assistir Pretty Little Liars, The Vampire Diaries, as pessoas me olham como se eu fosse a garota mais patricinha que elas conhecem, não, ainda não declarei a vocês meu amor por The Big Bang Theory ou Game of Thrones. Quando digo que amo ler, as pessoas me olham como se eu fosse extremamente nerd, não, eu amo ler e leio por diversão. Quando digo que gosto de festas, as pessoas me olham como se eu pegasse geral, não, eu gosto de festas e de me divertir, não de passar o rodo.
                Quando digo que meu melhor amigo é um homem, as pessoas me olham como se nós ficássemos, não, ele é meu amigo, somente isto. Quando digo que sou gaúcha, as pessoas me olham como se eu fosse arrogante, não, o fato de eu ser arrogante, ou não, não tem a ver com o local em que nasci. Quando digo que sou panambiense, as pessoas me olham como se eu vivesse para o trabalho, não, gosto tanto de festa quando qualquer outra pessoa.
               Quando digo que sou mulher, as pessoas me julgam incapacitada para algumas atividades, não, se eu quiser fazer algo, eu me viro. Quando digo que tenho 19 anos, as pessoas me menosprezam por acharem que não tenho experiência de vida, não, tenho 19 anos e ano que vem me formo na faculdade. Quando digo que namorei por mais de 2 anos, as pessoas me olham com se dissessem ‘já iam se casar, que pena’, não, não estava mais dando certo, não iria me casar com alguém que não estava mais aguentando.
               Quando digo quem sou, as pessoas me olham.

sábado, 1 de junho de 2013

Considerações sobre o amor.

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Se me perguntarem se já amei, posso dizer que sim. Já senti borboletas no estômago. Já me entreguei de corpo e alma a alguém e fui retribuída. Já mergulhei no mundo de outra pessoa e vivi a sua realidade. O amor é aquilo que te sacude por inteiro, vira o seu mundo de ponta cabeça e você ainda agradece por isto. O amor é a ferida que dói e não se sente. É aquela droga que te vicia e te faz querer mais todos os dias. Te faz lutar por uma pessoa durante anos e a cada novo dia faz querer reapaixonar a pessoa amada. O amor te faz voar e perder o chão para o pouso. Ele chega como um furacão e se esvai como uma brisa. Ele te faz chorar e rir. Ele te faz amar. 
Sim, amor. Ah, o amor. Quando aflora, te faz ver arco-íris por toda a parte. Te faz querer ligar para a pessoa 20 vezes por dia somente para saber se ela está bem. É aquela preocupação, necessidade e vontade da pessoa. Quando não é retribuído é a coisa mais devastadora do mundo. É como se um caminhão passasse por cima do meu coração e depois, a pessoa que mais odeias, viesse e sapateasse e, para finalizar o grande show, cospe nele e te devolve com o maior sorriso do mundo. E assim se passa o tempo, com esta rotina se repetindo dia após dia. Até que de repente surge uma esperança, um sinal, uma luz no final do túnel. Caminhamos até ela e quando chegamos, percebemos que era somente uma ilusão de ótica, uma distorção da realidade.
Mas ele é retribuído, sim ele pode ser. E quando isto ocorre é como se o muro de Berlim fosse derrubado pela segunda vez e os dois apaixonados vão ao encontro e se beijam sobre os destroços. É a felicidade palpável. A primeira respiração de um recém nascido. É algo que se torna vital. Algo que vai ao encontro de todas as tuas expectativas. Como se você estivesse esperando por isto por uma vida inteira. Como se tudo o que tivesse vivido fosse somente para este momento. E no final do grande beijo, soltam-se fogos de artifício sobre toda a cidade e finalmente um é do outro. 
Durante toda a utopia que o amor gera, suportamos tudo, lutamos, brigamos, mas principalmente amamos. Como se não houvesse amanhã. Tentamos todos os dias nos reapaixonarmos pela pessoa escolhida. Sair da rotina, viajar, dançar, dormir. O mundo vira absurdamente gordo, todos os programas resultam em comida. Como se sem comida, ninguém pudesse amar. 
Porém há um tempo que isto acaba. Que os programas tornam-se entediantes. Que qualquer outra pessoa torna-se mais interessante que o seu namorado (a). Eu me lembro de um amigo que me disse anos atrás que: 
"Quando a paixão acaba, que ocorre depois de uns 2 a 3 anos, só podem restar três coisas: amor, amizade e nada. No meu caso, restou nada, por isto terminamos."
Gravei o que ele me disse e me lembro até hoje. No meu caso, o restante foi a amizade. Todo o nosso namoro foi baseado na amizade desde o seu surgimento até o seu término. Hoje ainda somos amigos. Não conseguiria ficar sem ser nada para uma pessoa que já foi tudo para mim. Sim, eu amei ele. De toda a minha alma e o meu corpo, eu amei ele. E hoje ainda amo-o, como um amigo, pela pessoa que ele foi para mim e pela que é e provavelmente será. 

Divagações sobre amizade.

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Boa madrugada queridos leitores :)
Uma coisa que vem me atormentando os pensamentos ultimamente é sobre a amizade. Sim, a amizade. A tão inexplorável e inatingível. Inexplorada, pois as pessoas sempre a utilizam da mesma maneira. Inatingível, não por ser longe, mas por as pessoas a colocarem em um patamar alto. Pois então digo a vocês. A amizade é sim maior do que tudo. Do que tudo o que já vi. Já vi amores indo e vindo e amizades sobreviverem a isto. Da mesma forma que vi amizades se desfazendo por tão pouco, amizades que achei que durariam uma vida inteira. 
Sou, frequentemente, bastante questionada sobre as minhas amizades, mas exclusivamente uma. A minha amizade com o Pedro. Não consigo entender a fixação das pessoas com isto. Já ouvimos, sim eu e ele, porque compartilhamos isto um com o outro e sai cada coisa engraçada, muita coisa, coisas ridículas por se falar. Mas vou tentar colocar um ponto final nisto. Como AMIGA, eu amo ele e como AMIGO, ele me ama. Sei disso, pois como qualquer dupla de melhores amigos, um diz ao outro. E nunca aconteceu nada além da amizade entre nós. Posso ir em festa com ele, dançar com ele e estou tranquila que ele não verá isto com olhos de malícia. Posso deitar no colo dele e ele escorar a cabeça no meu ombro, posso desabafar com ele e no final rirmos, porque amigos são para horas boas e más. São para todos os momentos, são para sempre estarem do nosso lado, para sempre. 
"Amizade é maior do que tudo já diziam os antigos" é o que diz na letra da música Aos Meus Amigos da banda gaúcha Vera Loca e concordo completamente. Amizade é amor. Amor é amizade. Eu amo os meus amigos, os novos e os antigos. Amo aqueles que estou a anos sem falar e amo aqueles que falei hoje. Amizade é amor sem a necessidade carnal. Amizade é maior do que isso. Na amizade ambos se completam só com uma risada, com uma palavra de carinho, sem precisar ter algo a mais nisto.
O meu desejo que aqui quero deixar é que parem de olhar tudo o que ocorre em uma amizade entre homem e mulher como se sempre tivesse algo a mais nisto. Como se tudo fosse uma paixão reprimida que está prestes a aflorar. Só queria poder andar abraçada nos meus amigos sem as pessoas acharem que estamos namorando. Que eu não precisasse cuidar as palavras em público para as pessoas não estranharem. Só queria poder demonstrar o afeto que realmente sinto pelos meus amigos sem as pessoas precisarem julgar a todo instante. 
Isto é mais um desabafo do que qualquer outra coisa. Mas enfim, amo meus amigos ♥

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

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Bom dia.
Hoje não vou falar sobre nada muito específico é só para manter isso meio que atualizado.
Bem, como a maioria não sabe, ontem começou as aulas na Unijuí.
Posso dizer que eu estava entusiasmada, e agora? Qual o meu veredito?
Estou é AMANDO. Minha turma de ontem foi a primeira com o pessoal de licenciatura, meu deus, não existe nenhuma matéria melhor. Estou cursando, como todos sabem, Física, e a matéria de ontem era Educação Especial, com uma professora que é um anjo de pessoa. Fiz umas parcerias com o pessoal de biologia, letras-inglês e tinha duas colegas de intercâmbio, são da Espanha, fiz amizade com uma delas, que cursa pedagogia, mas lá é chamado de Educação Infantil mesmo.
Estou muito entusiasmada, hoje tenho Fenômenos de Transporte com a galera de Engenharia Civil, em Ijuí, já tenho o Pedro de parceria, mas vamos ver se conseguimos mais alguma amizade.
Então é isso galera, estou super entusiasmada.
Sexta teremos Física III, aqui em Panambi, com o pessoal de Mecânica, e sábado vámonos a Ijuí, ter Instrumentação para o Ensino de Física. Domingo e segunda estou de folga e retorno terça com Cálculo Numérico, aqui em Panambi, com o pessoal de Mecânica. E ainda tenho Psicologia e Educação em Ead para cursar.
Então é isso,
beijos

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Controle

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Garota, eu ainda me lembro de tudo o que aconteceu,
e vejo você aí na sarjeta,
lembro de como era a tua vida antes de tudo virar breu,
e agora tu chuta outra lata de cerveja.

Não adianta chorar, esconder teus temores,
seus sonhos foram destruídos, não os horrores.
Vá lá enfrenta-os, eles não podem te dominar,
eles não podem toda a tua vida ditar.

Limpe teu rosto e seque as lágrimas,
rasgue o resto da tua meia-calça,
limpe o teu coturno com água
e respire de encher a alma.

Não importa quantas vezes, faça tudo novamente.
Quer vingança e você terá,
só basta acreditar.
E não se esqueça, sempre tente.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Tempo Passado

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Bem, passei praticamente dois anos sem postar nada aqui, o que posso dizer que muita coisa na minha vida mudou.



Amor: 
Comecei a namorar e completamos 1 ano e 8 meses juntos dia 20.



Estudos: 
Estou cursando o 4º semestre de Física, matérias deste semestre serão:
  • Fenômenos de Transporte
  • Educação Especial
  • Instrumentação para o Ensino de Física
  • Psicologia e Educação
  • Cultura, Currículo e Escola
  • Física III
  • Cálculo Numérico.
Acreditem, passei em Cálculo III minha gente.

Trabalho:
Trabalhei na Inviolável durante um ano e meio. Atualmente estou desempregada.

Amizades:
No ciclo das amizades ocorreram muitas reviravoltas, ultimamente não estou mais dando quase a mínima para muitas amizades. Tipo querem sair? Ok, me liguem, pois não vou ligar de atrás.

Antes

Visualmente:
Depois
Bem, coloquei aparelho, engordei, fiz franja, minhas espinhas melhoraram extraordinariamente desde o final do 3º ano, mas minha pele ficou beeem mais oleosa. 




Então beijos.


quarta-feira, 20 de junho de 2012

SABE PORQUE NÃO DEVEMOS DESISTIR DO AMOR?

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Bem, eu não desisti. E agora eu namoro com ele. Sei que várias de vocês já passaram por parte disso, só quero lembrar que isso pode ter um final feliz sim. Eu já tive muitas noites mal dormidas por causa dele, chorei muito, fiz coisas inimagináveis para tentar impressiná-lo, mas parecia que tudo o que eu fazia nunca dava certo. Eu sempre estava lá, sendo amiga dele quando ele precisava de alguém, porém o contrário nunca acontecia. Ele estava pouco se fudendo para mim. As vezes dizia coisa que me davam esperança que ele pudesse gostar de mim, porém as suas atitudes eram justamente o contrário. Ia para festas e pegava muitas, transava com muitas, que não sabia sequer o nome. E enquanto isso, eu estava em casa, torcendo para que ele chegasse em casa bem. Encharquando o lençol com tantas lágrimas derramadas. Ele passou um mês sem falar comigo para ver se eu parava de gostar dele. Muitas vezes ele dizia que não me queria e eu ficava me perguntando o que tem de errado comigo. Talvez porque eu não sai para festas nem nada, mas isso não é problema. Eu fiquei nisso por praticamente um ano. E em todo esse tempo eu não fiquei com nenhum outro rapaz, eu queria namorar com ele, assim, agi como se namorasse com ele. Até que nós dois fomos em um show, não juntos, como se um estivesse acompanhando o outro. Eu fui com as minhas amigas, e ele com os amigos dele. E nós estávamos relativamente próximos. Até que um rapaz que estava no meu grupo pediu para ficar comigo e eu fui fugindo. Mas chegou uma hora  que esse cara me agarrou e a gente ficou na frente dele. Não em arrependo disto. Porém esse cara não era ELE e, isso sim, fez diferença. Até que eu pedi para que uma das minhas amigas chamasse ele. Eu não aguentaria ficar com o outro cara e sabia que em qualquer momento ele ficaria com outra na minha frente e isso seria horrível. Então ele veio e beijei ele, e ele me fez prometer que isso seria somente por uma noite. Eu prometi. A gente ficou durante a noite toda, até eu ir embora. Depois ele ficou com outra garota. No dia seguinte ele veio falar comigo e disse que tinha gostado muito de ficar comigo. Disse também que o importante é deixar aquele gostinho de quero mais, perguntei se eu havia deixa, ele me disse que sim. Daí se passou uma semana, com um gelo entre a gente incrível. Até que eu pedi para ele para a gente continuar a ficar. Ele topou. Ficamos durante um mês até que no Natal ele me pediu em namoro. E namoramos desde lá.
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Garota, onde está toda aquela esperança que um dia cultivou. Onde colocaste os teus sonhos? Os afougou, ou estão guardados dentro da gaveta do teu quarto? Ande, resgate-os. O que você está esperando para ter o mundo em suas mãos? Vá lá e agite o mundo, não se convença de que não pode. Não, não, tu é capaz, mas apenas não desista. Lute. Agarre tudo o que tu poder com unhas e dentes. Não estremeça na primeira barreira. Você é maior do que ela. E sim, você pode, da mesma forma que podia tanto tempo antes. Você não é mais a mesma, eu sei. Isso não importa, pois dentro de você ainda tem algo que permanece imutável. E é este algo que fará toda a diferença, a sua vontade.

terça-feira, 19 de junho de 2012

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Não existe bem ou mal. As pessoas não são boas nem más. Tudo é complexo demais para se dividir somente entre dia e noite. Toda essa ambiguidade me irrita. Paradoxos me irritam. As pessoas são voláteis, elas pensam, sentem e agem. Muitas não pensam, mas agem do mesmo jeito. Eu gosto de meios-termos. Meios-termos, palavra legal. Estranha, porém legal. Sem sem radical nem conservador. Um meio-termo. Muitas vezes acompanho de meias-palavras ou muitas palavras que nada significam. Toda pessoa boa tem uma raiz má. E toda pessoa má, no fundo tem algo bom. As vezes esse fundo está mais escondido que a vergonha na cara de muitas pessoas. Mas existe. Está bem, pessoas certinhas me enojam e quem sabe eu prefira um pouco as más.

Ano Novo

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Ano novo chegando. Novas promessas não cumpridas. Novas prosperidades não alcançadas. Novo ano que já se foi. Feliz ano velho que será igual a todos os novos anos que já se passaram. Você irá fazer promessas como emagrecer, tirar notas boas, começar a trabalhar ou passar no vestibular. Comerá lentilha, pulará sete ondinhas e branco usará. Você dirá que será o melhor ano da sua vida e que nada irá te atrapalhar. Você começará um dia mas nunca irá terminar. Você irá amar, se apaixonar e se decepcionar. Em março já não sabe mais da metade das promessas feitas. Em agosto achará tem ano uma porcaria. Porque ano passado se foi e nem sabia que tinha ganhado na loteria o melhor ano da sua vida. Em dezembro, o pinheiro irá enfeitar, novas promessas anotará para depois de lado deixar.

Sonhos

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Hey, sonhos vocês ainda estão aí? Vocês andam meio desaparecidos né?! O que andam fazendo, se alimentando? Poderiam dar uma pequena passada por aqui de vez em quando. Eu estou precisando de vocês. Que vocês me deem força para fazer muitas coisas ainda. Cadê você Revolução? Ainda está por aqui? Gostaria de sentir de novo um pouco dessa tua força. Acho que senti agora, Revolução, queridaRevolução, você ainda me causa arrepios, acredite, você não sabe a força que você tem. Ou sou eu que não sei a força que tenho? Creio que essa força deve estar dentro da gente. Só basta fazê-la aflorar. Mas Revolução, muitas vezes percebo que estou um tanto sozinha nessa jornada, as pessoas não se importam mais com isso, estão muito fúteis e a única revolução que as interessa é a tecnológica, elas são egoístase narcisistas. Essas pessoas só se preocupam com o seu próprio ego, querem sair por cima sempre.
Não conigo entender esses seres humanos desumanizados. Grande parte com uma falsa moral. Pregam:
‘ajudem as crianças da áfrica, mimimi, elas morrem de fome’
mas não são capazes de um pão para a criança que pede esmola na rua. Para eles, minha Revolução, você está lá longe, em cima de um altar, intocável. Quantabesteira. Você está aqui, comigo. Reclamam da corrupção, mas votam sempre nos mesmos políticos. Dizem que não há políticos honestos, mas todos somos seres políticos. Somos nós que fazemos a política. E essas pessoas que reclamam da corrupção se corrempem por quase nada.
Dizem que está tudo liberal, está mesmo. Tudo está banal, até falar que está banal virou banal. O ‘eu te amo’ que é a frase mais linda que existe se banalizou com uma facilidade assustadora. Este é um mundo liberal onde crianças de 11 anos podem ir na balada, pegarem quantos quiserem e ainda depois transar com um desconhecido. Porém LIBERALIDADE não é LIBERDADE. Liberdade não é fazer as coisas que você quer quando você quer. Mas ter compromisso que isso não interfira na vida dos outros. É querer o melhor não para si, mas para todo o mundo.
É Revolução, você ainda está comigo.
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Bem, você já amou alguma vez? Mas amar, amar mesmo, não esses sentimentozinhos frívolos como os quais nos deparamos em cada esquina. Amar ao ponto de dar a sua vida pela dela. Se a respostar for sim, então sabes o que sinto. Sabe quando a pessoa que amas é arrancada da tua vida tão bruscamente que não consegues agir de jeito nenhum. Fiquei sem chão, sem ar e sem vida. Um nada passou a me habitar. Sou oco. Embora não aparente, as lágrimas pingam dentro de mim e ressoam com um eco cada vez maior. A minha mente se tornou vazia, não armazeno informação alguma. Não sinto dor, nem frio e muito menos alegria. Faço tudo impulsivamente, não há cérebro para me controlar. Não tenho mais amigos, vivo em plena solidão. Não me importo com nada, a minha razão de viver me foi tirada. Por vezes já pensei que o único jeito de superar isto é fazendo com que enterrem o meu corpo ao lado do dela. Para, assim ao menos, poder senti-la, poder vivê-la. 
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E se pudéssemos voltar no nosso passado, quando éramos somente crianças, ingênuas crianças. Faríamos tudo da mesma forma? Ralaríamos o joelho da mesma forma e deixaríamos o nosso coração ser despedaçado de novo? Você se lembra dela, a sua infância, dos almoços na casa da avó, do cheiro das flores do jardim, dos bolos de chocolate que a mãe fazia? Porque será que tudo isso foi nos tirado, as risadas que dávamos sentados no chão da varanda, a rede balanceando, aquela brisa das manhãs de verão e as noites estreladas de inverno, será que tudo isso ainda está lá, em algum lugar? 

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Yesterdays - Guns n' Roses

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                O tempo passa. Os dias passam. A vida passa. As pessoas mudam. Novas experiências se acumulam formando um novo ‘eu’. Nossas prioridades mudam. Cansamos-nos de certas pessoas. Nossa forma de agir muda. O que aconteceu? Nada. Foi só o tempo que passou. Pelo menos é o que dizem, é o que me dizem.
Jonas e Júlia *o*
                Para onde vai tudo aquilo que um dia foi? Nossa memória não seria o lugar mais confiável. Esquecemos das coisas, das pessoas, dos momentos. Esquecemos que um dia fomos felizes com certo alguém. Esquecemos coisas inesquecíveis. Mudamos de forma incompreensível.
                 Os dias continuam a passar. As horas. Os minutos. Os segundos. Nossa vida muda por completo, diante dos nossos olhos e nem percebemos. Percebemos, sim, quando já mudou. Quando nossos amigos não são mais os mesmos. Quando não freqüentamos mais os mesmos lugares. Quando não nos alegramos mais com as mesmas coisas.
                Então queremos que o tempo volte. O mais incrível é que lutamos contra ele. Queremos que as coisas voltem a ser como eram, mesmo que nós não sejamos mais do jeito que éramos. Percebemos que esta última parte foi em vão. E começamos a nos arrepender de não termos dito o que queríamos. De não ter não ter abraçado quando tivesse dado vontade. De não ter feito várias coisas que amaríamos ter feito. Mas agora só o que nos resta é se arrepender.
                O mundo não precisa ser perfeito, mas ele pode ser perfeito a sua maneira, se algo não aconteceu, talvez não fosse à hora. Não nos arrependamos das coisas feitas, mas sim das que poderiam ter sido realizadas. Não se queixa aos ventos da tua vida, ela é resultado dos teus atos.

“Time just fades the pages in my book of memories. Prayers in my pocket and no hand in destiny. I'll keep on movin' along with no time to plan my feet 'cause yesterday's got nothing for me. Old pictures that I'll always see. Some things could be better if we'd all just let them be.”

domingo, 19 de setembro de 2010

Sem Título.

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Quantas vezes já olhei para os lados esperando encontrar alguém que me apóie? Mas quando tento abraçar, só encontro o nada a minha frente. Tateio o vento esperando encontrar a forma maciça de alguma coisa. A escuridão me cega de forma assombrosa. Procuro, então, alguma forma de manter-me em contato com a humanidade. No bolso uma luz vermelha pisca, agarro-a com a alma, como se fosse a minha última esperança, o meu último suspiro de vida. Ligo para o primeiro número que me vêm à cabeça. A ansiedade aumenta e junto com ela, a vontade de correr deste lugar. Nesses momentos, o mundo parece absurdamente pequeno para poder se viver em paz. A ligação cai na caixa postal, o seu telefone está desligado. Tento o número da casa, ocupado. Uma súbita raiva de toda esta parafernália tecnológica invade todo o meu ser. Na terceira tentativa percebo que o saldo está baixo, algo insuficiente para se fazer um contato digno. A raiva só trata de crescer. A minha vontade é a de fugir, me machucar, me livrar deste mundo. Se pudesse, iria até onde me fosse possível, mas, infelizmente, querer não é poder, não neste mundo. Então, paro e percebo como levei uma vida fútil até este momento. Preocupei-me com coisas supérfluas e por causa delas, estraguei meus dias. Percebo quanto tempo passei fazendo coisas que não há necessidade, discutindo com pessoas que poderiam ser ignoradas. Ah, como poderia ter usufruído melhor do meu escasso tempo... Ligo o rádio, para ver se alguém percebeu o que aconteceu. Porém, na primeira emissora está a tocar Anoiteceu em Porto Alegre. Ninguém percebeu nada. Atendo minha vontade e corro para a rua, fecho a porta tão bruscamente que causa um som estrondoso e a tranco. Finalmente na rua, finalmente livre. Começa a chover, mas não tenho a certeza se a água que me molha é a do céu ou a de minhas próprias lágrimas. Raios partem em todas as direções ou são somente os meus pensamentos que se tornaram físicos? Não importa. Continuo a correr, a me molhar e a chorar. Corro, para onde? Não sei. O mundo desaba ao meu redor. Com meus olhos encharcados vejo pessoas em suas casas. Pessoas felizes comendo o seu jantar. Pessoas que nunca vi na vida. Pessoas que nunca verei novamente. E se uma dessas pessoas pudesse ser uma amiga? E se... E se... Cada pessoa tem a sua própria vida, que muitas vezes não interfere nem indiretamente na vida de outras pessoas. Há seis bilhões de pessoas neste mundo, e como quantas estabelecemos contatos? Muitas vezes nem cumprimentamos as pessoas próximas a nós, a balconista, o cobrador. Agora percebo que a vida deles de alguma forma está ligada a minha. Porém, estas pessoas nas janelas... Ah, como quisera fosse eu em uma delas. Como quisera. Sigo em frente o meu percurso, meu percurso até onde? Com exaustão, tombo no chão. Vejo pessoas nas ruas. Pessoas fazendo compras, pessoas fechando as lojas. Pessoas. Só espero que cada uma aproveite bem o tempo que resta de sua vida. A morte poderá vir a cada momento. O que me garante que terei vida no próximo momento? Mas nós temos a capacidade de desperdiçar a vida como se ela fosse infinita, como se viveríamos para sempre. Como se eu viveria até amanhã. O centro da cidade vai se esvaindo ao passo que escurece. As árvores ficam com um terrível aspecto semimorto. A vida fica semimorta. Ainda no chão, vejo as figuras noturnas. Vejo a brutalidade da realidade. Vejo pessoas se encaminhando para a Igreja, para a Sinagoga, para os templos. Mas para quê? Que certeza se tem de que há algo depois? Nenhuma. Há pessoas dedicando toda a vida buscando fictícias recompensas eternas. Pessoas como essas. Pessoas que se privam em nome da vida eterna, esquecendo de viver esta, que é a única que elas têm certeza de haver. E se não forem salvos? E se o deus que escolheram ter sido o errado? E se em vez de Jeová, o deus certo é o Ala? Essas pessoas não serão salvas? Por motivos como estes, prefiro me abster de opinião religiosa. Prefiro continuar a apenas observar estas pessoas se dirigindo, embaixo de guarda-chuvas, para os seus lugares sagrados. Enquanto cada gota de chuva me tira uma gota de vida. Há essa hora, meu celular deve estar estragado com tanta água que já passou por ele. Já tenho a certeza de que ninguém me ligará. Que ninguém me acordará do meu doce sonho. De que meu corpo só será reconhecido na manhã seguinte.

domingo, 15 de agosto de 2010

O Mundo Pára.

2 comentários:
O mundo pára. Você olha para lado esperando encontrar um rosto conhecido. Respiração ofegante, tua face lateja. Tu se desesperas. Agarra-te em tudo que acreditas. Corres para o infinito. Mas o infinito é perto de mais para você. Você quer sentir que é capaz de tudo fazer. Mas cai de cara no chão. Continuas a correr, mas incrivelmente não te cansas. Tropeça. Cai. Levanta. Tudo em vão. O mundo é um vão para você fingir o que é a vida. Os céus despencam em tua cabeça. Mas não chove. Não queres chuva. Venta. Avistas o relâmpago. Em seguida ouves o trovão. Tudo é perfeito de mais para você, pois dissestes que iria acontecer. Agora eles acreditariam em ti. No cume da última montanha terrestre há um casebre. Um casebre medíocre. É para lá que tu vais. É para lá que tens que ir. É lá que o teu futuro te espera. Corre. Sua. Não cansas. Bates na porta. Uma rouca voz te manda entrar. O teu futuro chegou. Entra. A porta se mantém entreaberta. Lá dentro, um senhor. Ele te diz para mostrar sua fé. Cais ao chão, com tudo o que acreditas em mãos. Estás morto.