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terça-feira, 9 de julho de 2013

Escola x Faculdade

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Bem, me fizeram uma pergunta no ask, comecei a pensar, pensar, pensar e decidi fazer um post sobre isto. Enquanto cursava o meu Ensino Médio, realmente não possuía nenhum contato com o mundo acadêmico, não tinha nem noção de como funcionava a universidade. Bem, estou, agora, no 6º semestre e escrevo isto com o objetivo de ajudá-los a entender como que a banda toca. Tudo o que irei falar é baseado nas minhas experiências e nas de meus amigos. 

Ensino Médio: 
  • Os professores se preocupam com você, com a sua nota;
  • Há trabalhos para recuperar a nota;
  • As provas não tem peso muito grande;
  • Gasta no máximo 3 reais no xerox, quando gasta;
  • Trabalhos se resumem a 2 folhas;
  • A pior coisa era fazer cartaz;
  • Não pode sair quando quer;
  • Se chega mais de 5 minutos atrasado leva bilhete;
  • Há várias matérias por dia, já cheguei a ter 5 em uma manhã;
  • Tudo é incrivelmente barato, tu lancha com 3 reais tranquilamente;
  • A sua maior preocupação é o vestibular;
  • De tarde pode sair com as amigas, juntar para assistir filme, etc;
  • Grêmio Estudantil, normalmente, somente organiza datas especiais na escola;
  • Tem os mesmos colegas por ANOS;
  • Se tu roda em uma matéria, tu só repete um ano inteiro;
  • Há conselhos de classe e líderes de turma;
  • É gratuito;
  • Não precisa trabalhar;
  • É dividido em trimestres que são ligados entre si;
  • Só precisa de 50 pontos para passar;

Faculdade: 

  • Os professores estão pouco se fudendo para a sua nota; 
  • Raramente há trabalhos para recuperação de nota;
  • Onde estudo, em uma matéria normal de 4 créditos (uma noite cada semana do semestre), a pontuação é dividida em 20 + 30 + 50, onde as duas primeiras podem ser provas e/ou trabalhos e a última nota é obrigatoriamente uma prova.
  • Trabalhos são de 40 páginas;
  • Pode chegar e sair a hora que quiser, porém a matéria e a nota são de sua inteira responsabilidade;
  • Tu pode escolher quais matérias cursar e quantas cursar por semestre, sendo uma por noite;
  • Tudo é incrivelmente caro, nunca saia de casa com menos de 10 reais na carteira;
  • A sua maior preocupação é não reprovar naquela matéria fudida;
  • De tarde/manhã/noite/madrugada tu vai estudar, sair é um dia no final de semana no início do semestre;
  • DCE serve para xerox, realizar protestos e festas;
  • Cada matéria tu tem colegas novos, manje da arte de fazer amigos;
  • Se tu roda na matéria, tu só repete aquela matéria;
  • Cada curso tem um Centro Acadêmico ou Diretório Acadêmico e ainda tem o Colegiado do Curso;
  • Na maioria dos casos, não é gratuito e tu paga uma fortuna, se eu não fosse bolsista, pagaria cerca de 1500 reais;
  • É dividido em semestre e não são ligados entre si, salvo se é necessário cursar uma matéria para poder cursar outra, como é necessário Pré-Cálculo para Cálculo I, este para Cálculo II e este para Cálculo III;
  • Tu precisa de horas extracurriculares para se formar, no meu caso são 200 horas;
  • Sempre haverá bares próximos a sua faculdade;
  • Cursos da área das exatas tem formação humanística complementar;
  • Até agora, a única matéria do EM que não utilizei na universidade foi Educação Física;
  • No início da  faculdade já comece a pensar em intercâmbio, mestrado, etc, tenha tudo 'planejado';
  • Tu realmente faz muitos amigos nesta época e a maioria não cursam o mesmo curso que você;
Acho que era isto. Se lembrar de mais alguma coisa, postarei nos comentário. Abraços

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A Educação Precisa de Respostas 1

Um comentário:
 Oi, hoje venho falar a vocês sobre a Campanha Institucional da RBS (Filiada da Rede Globo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina) "A Educação Precisa de Respostas", para quem não está por dentro, ou simplesmente não se lembra do vídeo, ele está aqui:
 Bem, primeiramente quero dizer que quando eu assisti, demorei um tempo para cair a ficha que isso era da RBS, sim, a mesma emissora que sempre baixa o cacete para os professores quando fazem greve, que apoiou o governo Yeda no sucateamento da educação estadual gaúcha. E agora diz que a educação precisa de respostas? Bem aqui vão algumas respostas. 
  • Por onde poderemos começar, governo, universidade... Universidade: Como a maioria sabe, eu estudo Física na Unijuí (Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul), uma universidade na teoria comunitária, como a grande maioria das universidades privadas do Rio Grande do Sul, não sabe o que é universidade Comunitária? Segue abaixo um conceito, se você sabe, pode passar adiante, irei salientar algumas partes.
      • A expressão "universidades comunitárias" tem sido bastante usada para designar um conjunto de instituições de ensino superior que não são nem públicas, no sentido restrito de estatais (federais, estaduais ou municipais), nem privadas, no sentido restrito de entidades empresariais que visam lucro. Neste sentido estariam abrigadas sob a designação de comunitárias uma série de universidades privadas sem fins lucrativos, sejam elas laicas ou confessionais. No caso das universidades comunitárias e regionais do Rio Grande do Sul, que além de pertencerem à Abruc, articulam-se entre si através do Comung (Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas, constituído como pessoa jurídica no ano de 1995, congrega atualmente 8 universidades e 2 centros universitários), a construção da identidade se dá pela distinção em relação tanto às universidades particulares com fins lucrativos (ou empresariais) como em relação às universidades confessionais. Ao apresentarem-se como "universidades verdadeiramente comunitárias", as universidades comunitárias gaúchas assumem um caráter mais restritivo para o conceito de instituição comunitária de modo a poder distinguir-se com clareza das universidades confessionais. Segundo documento do Comung (Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas, constituído como pessoa jurídica no ano de 1995, congrega atualmente 8 universidades e 2 centros universitários), as universidades caracterizam-se como comunitárias por sua "origem na vontade e no esforço da comunidade, da articulação e comprometimento com a comunidade regional, da sua inserção na história do povo da região, da sua gestão democrática e transparente, da sua autogestão pela comunidade acadêmica com a participação institucionalizada do poder público e de entidades representativas da sociedade civil nos órgãos colegiados e pela sua política de extensão universitária à comunidade" (COMUNG, 1994, p. 5).
        Na perspectiva assumida no presente trabalho, o que distingue a universidade comunitária das universidades particulares é:
        - a inexistência de fins lucrativos, 
        - a transparência administrativo-financeira, 
        - o controle público das atividades da instituição, 
        - a democracia interna, 
        - a prestação de contas à sociedade e ao poder público, 
        - a ênfase no desenvolvimento da comunidade e da região. 
  • Com os devidos pontos salientados, venho dizer a vocês o que acontece com as universidades comunitárias, a grande maioria delas, estão com imensas dívidas impagáveis com os bancos, salários dos professores estão sendo retidos 20%, ano que vem vou ao 5º semestre e a mensalidade já aumentou 20,42%, sem o repasse da universidade ao DCE, falta de professores, infra-estrutura defasada,  brigas internas, cursos estão sendo fechados a torto e a direito, principalmente as licenciaturas pois não dão lucro, mas "péra" uma universidade comunitária não possui fins lucrativos, visa o desenvolvimento da comunidade e da região, como é que fecha cursos de licenciatura, e não me refiro a um, são física, letras português, filosofia, sociologia, artes visuais, história, geografia, química, para poder abrir odontologia, medicina e engenharia química. Onde este conceito foi parar? A ideia da universidade é que se amplie o núcleo específico das licenciaturas e as especifidades sejam perdidas, e os professores estão encarregados dos projetos, só que neste meio tempo se perde a grande maioria dos professores, mestres e doutores, sem contar que a educação dos alunos é prejudicada com a falta de professores específicos. E com a falta deles, qual é a qualidade dos professores que irão se formar? Como é que é pra se sentirem valorizados, se nem as próprias universidades investem nesses alunos? E quando saem das faculdades, vão receber um salário base de 1200 reais, quem que iria pagar um faculdade para receber isto? Sim, somente os loucos que prezam pela qualidade de ensino do nosso país. A educação neste país só irá melhorar, quando houver uma reforma educacional, uma reforma, onde os currículos escolares sejam feitos pelo povo, onde não seja uma educação de elite feita para o povo, onde seja uma educação popular, onde seja realizadas práticas interdisciplinares, onde o aluno possa permanecer em tempo integral na escola, onde ele possa melhorar a sua própria escola. O currículo das escolas tem que mudar, o currículo necessita dialogar com o povo, dialogar com a sociedade, e de preferência com os movimentos sociais. As teorias de aprendizagem tem que ser resgatadas, os professores não podem passar tudo de uma vez pensando que o aluno irá aprender, o aluno tem que ser sujeito de seu próprio conhecimento, é ele que irá construir o seu conhecimento,  com base em um conhecimento prévio, não o professor, o professor é somente o mediador entre o conhecimento e o aluno. Com isso termino o texto de hoje.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Atualizando "E aí, já se decidiu?"

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Em resposta a essa postagem (http://ondeestaravoce.blogspot.com.br/2010/07/e-ai-ja-se-decidiu.html) que fiz há dois anos. O que mudou desde de lá?
Haha, muita coisa. Estou cursando o 4º semestre de Física na Unijuí e sim, o curso foi fechado, agradeça a reitoria. Estou com bolsa de 50% do ProUni e tentarei aumentá-la para 100% este ano. 
Fiz vestibular na Unicruz também, onde passei para Biomedicina com bolsa de 25% da própria universidade.
Passei na UFPel para Viticultura e Enologia e na UFSM para Física (licenciatura), mas por fim fiquei aqui na Unijuí, por questão de custos e tudo. Mas este ano irei começar a fazer o vestibular seriado da UFSM de novo, já que daqui a dois anos pretendo me formar. Irei fazer o enem de novo para ver o que dá.


Então é isso galera. Beijos.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Tempo Passado

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Bem, passei praticamente dois anos sem postar nada aqui, o que posso dizer que muita coisa na minha vida mudou.



Amor: 
Comecei a namorar e completamos 1 ano e 8 meses juntos dia 20.



Estudos: 
Estou cursando o 4º semestre de Física, matérias deste semestre serão:
  • Fenômenos de Transporte
  • Educação Especial
  • Instrumentação para o Ensino de Física
  • Psicologia e Educação
  • Cultura, Currículo e Escola
  • Física III
  • Cálculo Numérico.
Acreditem, passei em Cálculo III minha gente.

Trabalho:
Trabalhei na Inviolável durante um ano e meio. Atualmente estou desempregada.

Amizades:
No ciclo das amizades ocorreram muitas reviravoltas, ultimamente não estou mais dando quase a mínima para muitas amizades. Tipo querem sair? Ok, me liguem, pois não vou ligar de atrás.

Antes

Visualmente:
Depois
Bem, coloquei aparelho, engordei, fiz franja, minhas espinhas melhoraram extraordinariamente desde o final do 3º ano, mas minha pele ficou beeem mais oleosa. 




Então beijos.


quarta-feira, 21 de julho de 2010

E aí já se decidiu?

Um comentário:
                Quando crianças nos perguntavam “o que quer ser quando crescer?” e nós ingenuamente respondíamos: - Bailarina. – Médico. – Professora. – Astronauta. – Cientista. Formo-me daqui a cinco meses, tenho uma maratona de vestibular, Peies e Enem pela frente, e agora esta inocente pergunta assume aspectos berrantes e ainda é acompanhada de outras tantas perguntas, “já sabe o que fazer ano que vem?” – “tu pretende trabalhar com o que fazendo isto?” – “por quê?”... Sem contar a cara de espanto deles quando dizemos as nossas futuras profissões como: - Astrofísica. – Neurologista. – Psicóloga criminal.
                Julho do terceiro ano do Ensino Médio, eu vos apresento a pior coisa que inventaram no mundo, a completa indecisão profissional. Normalmente as pessoas vão por eliminação nas escolhas, então me deixe ver. Sempre me ferrei em Artes, artes plásticas é o que eu não vou fazer. Educação física nunca foi o meu forte. Nunca dancei muito bem. Não sei tocar nenhum instrumento. Nunca me vi trabalhando em um escritório, ou sendo vendedora. Bem, acho que as coisas param por aí. Vou começar listando as minhas ‘habilidades’: sempre tive facilidade para aprender, principalmente línguas, normalmente gabarito as provas de interpretação de texto, tal como as de química, física e matemática, normalmente tiro a nota máxima em meus textos, e amei genética e gabaritei a sua respectiva prova.
                Se eu for pelo o que os outros dizem, também não saio muito do lugar. Alguns dizem que devo investir na minha carreira de física que terei um futuro brilhante, outros já para eu virar escritora. Minha colega diz que eu seria uma ótima psicóloga e filósofa. Eu tenho me interessado por medicina. Não pensem que nunca pensei no que exercer profissionalmente, bem, já quis ser jornalista, advogada, paleoclimatologista e, por último, astrofísica.
                Ultimamente, tenho pesquisado sobre os diversos tipos de temperamentos humanos. Bem, eu sou melancólica e fleumática, porém bem mais melancólica e fleumática. O que no caso não me ajuda muito, pois continuo empacada.
“(...) Geralmente, nenhum outro temperamento tem quociente de inteligência superior, criatividade ou imaginação como os indivíduos melancólicos, e ninguém é mais perfeccionista. A maioria dos grandes compositores, artistas, músicos, inventores, filósofos, teóricos, teólogos, cientistas e educadores dedicados são melancólicos. 
Nomeie um artista famoso, compositor ou líder de orquestra, e você terá identificado outro gênio e, com freqüência, um melancólico excêntrico. Considere Rembrandt, Van Gogh, Beethoven, Mozart, Wagner e uma hoste de outros. Quanto maior for o grau de gênio, maior será a predominância do temperamento melancólico. 
Qualquer profissão que requeira perfeição, auto-sacrifício e criatividade será uma boa opção aos melancólicos. Entretanto, tendem a impor limitações ao seu potencial subestimando-se e criando obstáculos exagerados. Qualquer vocação humanitária atrairá indivíduos melancólicos ao grupo de trabalho. Embora existam exceções, quase todos os médicos são predominantemente do tipo melancólico, ou melancólico secundário. O que é natural, pois um médico precisa ser perfeccionista, um especialista. Assim como todo verdadeiro músico e também engenheiros, cientistas e bombeiros. (...)”
Aposto que esse final de semana mais uma pessoa irá vir me perguntar se eu já sei o que fazer ano que vem, e a resposta será “grande”.